04 Dezembro 2007
JORNALISMO = AZENHA NA LINHA DE FRENTE
AZENHA está dando aulas de Jornalismo no seu blog "Vi O Mundo".
Fez excelente, equilibrada e imparcial cobertura do referendo venezuelano sobre a reforma - tá certo, ele deu uma ou outra derrapada, mas nada muito comprometedor afinal.
Aqui, uma pitada do seu post concluindo sobre o quem-é-quem neste nosso mundo maravilhoso...
| A Venezuela de hoje pode ser o Brasil de amanhã, quando apertar a sede do mundo por petróleo e água | |
![]() CARACAS - Na madrugada de segunda-feira, numa praça de Altamira, um bairro de classe média da capital venezuelana, um estudante queima uma cópia da proposta de reforma constitucional que os venezuelanos rejeitaram. Foi uma festa modesta, com cerca de mil pessoas, multiplicadas por milhares pela presença maciça da mídia. Foi um evento midiático, como toda a política, enfim, vem se tornando um movimento midiático, apesar do esforço dos movimentos sociais de politização, sejam eles de direita ou de esquerda. Hoje é muito mais fácil conseguir alguns "atores sociais", legitimados pela própria mídia, do que se atirar à trabalhosa tarefa de conquistar eleitores pela conscientização. E quando você faz alguém pensar há um grande potencial de que essa pessoa discorde, uma lição que serve para o próprio presidente Hugo Chávez. Chávez foi derrotado por chavistas. Conforme informei neste espaço, inclusive entrevistando um chavista que votou pelo NÃO na porta de uma zona eleitoral, houve uma debandada, que o próprio líder venezuelano constatou ao aceitar o resultado do referendo: o SIM teve quase três milhões de votos a menos que Chávez obteve nas eleições presidenciais de 2006. O bloco da oposição ganhou menos de 500 mil. A abstenção subiu de 25% para 44%. Dentre muitos outros fatores que causaram a derrota de Chávez, o mais importante foi esse: milhões de simpatizantes do presidente simplesmente não foram votar. Os motivos são diversos: discordância em relação a pontos da reforma, como a reeleição indefinida; discordância das próprias declarações de Chávez, de que ficaria no poder até 2050 se os eleitores quisessem; dúvidas em relação ao conteúdo da reforma, especialmente nos pontos relativos ao direito à propriedade e rejeição a medidas tomadas pelo presidente desde que foi reeleito - do fechamento da emissora RCTV às polêmicas internacionais. Depois de três dias em Caracas, estou esperando para ver a tal ditadura chavista se materializar em falta de liberdade de imprensa, de manifestação, de expressão, de trânsito... Não fui parado uma vez sequer filmando nas ruas da cidade, nem mesmo em zonas eleitorais. Tente filmar por quinze minutos, com uma câmera amadora, o prédio do Citibank em Nova York e você vai ver o que acontece... | |
LEIA TUDO, AQUI .
Afinal, o AZENHA sempre vale a pena. Leitura diária obrigatória. Esqueça os jornalões...
Mino Carta em seu blog compara o expoente 'democrata' FHC e o 'ditador' Chávez - belo exemplo do nosso 'jornalismo'...
03/12/2007 12:42
Referendo, Chávez, FHC e os jornalões
Chávez perde e aceita o resultado do referendo. Fernando Henrique Cardoso não fez o referendo, em compensação, para conseguir o segundo mandato comprou os votos dos parlamentares. Como se sabe, o comandante é um caudilho, o príncipe dos sociólogos, um democrata autêntico. Ainda bem que os editoriais e as reportagens dos jornalões nos iluminam. Contam a verdade, a única e definitiva VERDADE.
enviada por mino

LINKS EDUCATIVOS
























































































